
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Almanaque Sócio Ambiental

No dia 7 novembro, o Instituto Socioambiental (ISA), lançará a segunda edição do Almanaque Brasil Socioambiental. Com fotos, imagens, gráficos e textos produzidos por 122 colaboradores, entre jornalistas, ativistas e especialistas de diferentes áreas, a publicação apresenta o mais atualizado cenário ambiental do Brasil e das grandes questões socioambientais. O Almanaque pretende estimluara reflexão e o debate sobre o futuro da vida no planeta, além de trazer dicas sobre reciclagem de lixo, uso de energia e água e caminhos para a denúncia de crimes ambientais.
As 552 páginas do Almanaque Brasil Socioambiental 2008 têm muitas informações sobre o aquecimento global e a mudança climática. Um capítulo inteiro foi dedicado ao tema Mudanças Climáticas, incluindo os seus efeitos sobre o planeta, a relação do Brasil com o aquecimento global, o papel das florestas na regulação do clima, o que tem sido dito pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (Organização das Nações Unidas) e os desafios daqui para frente.
O Almanaque traz, também, um panorama da Amazônia, do Cerrado, da Mata Atlântica, da Caatinga, do Pantanal, do Pampa e da Zona Costeira e outros capítulos específicos sobre Diversidade Socioambiental, Florestas, Cidades, Água, Terras, Recursos Energéticos e Minerais e Modelos de Desenvolvimento.
Outra novidade é a apresentação de oito cartões-postais brasileiros ameaçados por grandes obras, poluição, desmatamento ou descaso de órgãos públicos. Na lista das paisagens em "extinção" estão: o Arquipélago de Anavilhanas, no Amazonas, o Rio Araguaia, em Tocantins, o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, a Serra do Amolar, no Pantanal, o Recôncavo Baiano, o Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, a Baía da Guanabara e o Rio Ribeira de Iguape, entre Paraná e São Paulo.
A tiragem inicial do Almanaque é de 25 mil exemplares. O ISA vai doar dez mil exemplares para bibliotecas, entidades sem fins lucrativos e escolas e órgãos públicos públicas de todo o País.
Fonte: Abril
As 552 páginas do Almanaque Brasil Socioambiental 2008 têm muitas informações sobre o aquecimento global e a mudança climática. Um capítulo inteiro foi dedicado ao tema Mudanças Climáticas, incluindo os seus efeitos sobre o planeta, a relação do Brasil com o aquecimento global, o papel das florestas na regulação do clima, o que tem sido dito pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (Organização das Nações Unidas) e os desafios daqui para frente.
O Almanaque traz, também, um panorama da Amazônia, do Cerrado, da Mata Atlântica, da Caatinga, do Pantanal, do Pampa e da Zona Costeira e outros capítulos específicos sobre Diversidade Socioambiental, Florestas, Cidades, Água, Terras, Recursos Energéticos e Minerais e Modelos de Desenvolvimento.
Outra novidade é a apresentação de oito cartões-postais brasileiros ameaçados por grandes obras, poluição, desmatamento ou descaso de órgãos públicos. Na lista das paisagens em "extinção" estão: o Arquipélago de Anavilhanas, no Amazonas, o Rio Araguaia, em Tocantins, o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, a Serra do Amolar, no Pantanal, o Recôncavo Baiano, o Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, a Baía da Guanabara e o Rio Ribeira de Iguape, entre Paraná e São Paulo.
A tiragem inicial do Almanaque é de 25 mil exemplares. O ISA vai doar dez mil exemplares para bibliotecas, entidades sem fins lucrativos e escolas e órgãos públicos públicas de todo o País.
Fonte: Abril
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Cigarro e respeito ao meio ambiente não combinam
Hoje é Dia Nacional de Combate ao Fumo. Afora os males para a saúde advindos do tabagismo, bastante conhecidos por todos, o cigarro é, também, um inimigo do meio ambiente – e não é só pela fumaça que polui o ar e transforma a todos em volta em fumantes passivos. O Brasil é o principal exportador e o quarto maior produtor de fumo no mundo. Essa produção reverte-se, diretamente, em desmatamento, sobretudo para obtenção da lenha que vai alimentar as estufas para secagem das folhas de tabaco. Árvores também são sacrificadas para fabricação do papel utilizado nos cigarros.A indústria fumageira emprega em larga escala fertilizantes químicos e agrotóxicos, o que notoriamente contamina solos, rios e lençóis freáticos. E, para completar, os especialistas estimam que pelo menos 25% dos incêndios rurais e urbanos são causados por pontas de cigarros.
Fonte: Ambiente Brasil
Fonte: Ambiente Brasil
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Construir com sustentabilidade
Após décadas de ostracismo, o setor imobiliário vive um “boom” fomentado pela fartura de crédito, desoneração tributária de produtos e investimentos previstos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O sonho da casa própria está mais próximo para milhares de brasileiros e o aquecimento desse setor estrutural, que emprega mais de 1,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada e responde por 15% do PIB, pode ser o início de um novo círculo virtuoso de crescimento econômico.
Entretanto, as questões ambientais têm motivado discussões acaloradas em todas as esferas sobre o papel e a responsabilidade de cada um em compatibilizar o desenvolvimento com a preservação dos recursos naturais. Surgem ações efetivas e exeqüíveis por parte de governos, empresas e sociedade civil que merecem ser saudadas e respaldadas, em especial, as que versam sobre construção sustentável.
O setor da construção civil e a manutenção da infra-estrutura consomem 75% dos nossos recursos naturais; a quantidade de resíduos de construção e demolição é estimada em torno de 450 kg por habitante/ano, ou 80 milhões de toneladas/ ano; a construção indistinta causa a redução da permeabilidade do solo, mudando o sistema de drenagens, ocasionando enchentes e reduzindo as reservas de água subterrânea; vêem aumentado à liberação de gases de efeito estufa e a contaminação do solo; a operação de edifícios é responsável por 18% do consumo total de energia do país e 50% do consumo de energia elétrica; os edifícios gastam 21% da água consumida no Brasil, sendo que boa parte é desperdiçada. Os alertas partem do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável e encontra eco junto à Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura, a Eletro-Procel e a Fiesp.
É fato que os novos empreendimentos devem primar pelo modelo sustentável de construção: utilizar menos recursos naturais, estimular o uso racional da água (captação de água pluvial; reuso da água), gerar menos resíduos e buscar uma maior eficiência energética – estes temas foram amplamente debatidos no I Seminário Internacional – “Promovendo Construções e Reformas Sustentáveis na Cidade de São Paulo”. Uma iniciativa conjunta da Prefeitura do Município de São Paulo, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e demais entidades.
O momento exige um novo modo de atuação que privilegie a sustentabilidade em todos os seus aspectos. A variada legislação aplicada ao setor da construção, com destaque para os códigos de obra, não contribui e, por vezes, limita o investimento em práticas de sustentáveis nas construções. A mesma dificuldade existe com as normas técnicas de materiais e processos. Além disso, a construção civil tem baixa tradição em inovação tecnológica, por isso o novo mercado ecoeficiente vai exigir o desenvolvimento contínuo de uma grande variedade de novos produtos e processos, que sejam adequados às diferentes realidades do País.
Em relação à avaliação de edifícios, existem experiências internacionais de sucesso, como: o sistema americano LEED; o inglês BREAM e os franceses HQE e H&E. Estas servem de referência, mas precisamos de um sistema próprio de avaliação.
Além disso, é necessário avaliar também as diferentes fases do processo construtivo (planejamento, operação e construção) e metodologias de análise de produtos, tais como o ISO 14025. Já há uma gama de produtos sustentáveis que podem substituir os convencionais usados em coberturas, paredes, alvenaria, pisos, instalações, estrutura e acabamento. No entanto, eles não são vendidos em lojas de materiais de construção.
O Brasil carece de potencializar o conceito de construção sustentável, aliada uma legislação específica sobre para promover a eficiência, seja na área energética, na construção civil e em todos os processos produtivos. Privilegiando assim, a inovação e os processos mais limpos capazes de colocar o país na vanguarda das iniciativas socioambientais.
José Valverde – Especialista em Meio Ambiente
Entretanto, as questões ambientais têm motivado discussões acaloradas em todas as esferas sobre o papel e a responsabilidade de cada um em compatibilizar o desenvolvimento com a preservação dos recursos naturais. Surgem ações efetivas e exeqüíveis por parte de governos, empresas e sociedade civil que merecem ser saudadas e respaldadas, em especial, as que versam sobre construção sustentável.
O setor da construção civil e a manutenção da infra-estrutura consomem 75% dos nossos recursos naturais; a quantidade de resíduos de construção e demolição é estimada em torno de 450 kg por habitante/ano, ou 80 milhões de toneladas/ ano; a construção indistinta causa a redução da permeabilidade do solo, mudando o sistema de drenagens, ocasionando enchentes e reduzindo as reservas de água subterrânea; vêem aumentado à liberação de gases de efeito estufa e a contaminação do solo; a operação de edifícios é responsável por 18% do consumo total de energia do país e 50% do consumo de energia elétrica; os edifícios gastam 21% da água consumida no Brasil, sendo que boa parte é desperdiçada. Os alertas partem do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável e encontra eco junto à Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura, a Eletro-Procel e a Fiesp.
É fato que os novos empreendimentos devem primar pelo modelo sustentável de construção: utilizar menos recursos naturais, estimular o uso racional da água (captação de água pluvial; reuso da água), gerar menos resíduos e buscar uma maior eficiência energética – estes temas foram amplamente debatidos no I Seminário Internacional – “Promovendo Construções e Reformas Sustentáveis na Cidade de São Paulo”. Uma iniciativa conjunta da Prefeitura do Município de São Paulo, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e demais entidades.
O momento exige um novo modo de atuação que privilegie a sustentabilidade em todos os seus aspectos. A variada legislação aplicada ao setor da construção, com destaque para os códigos de obra, não contribui e, por vezes, limita o investimento em práticas de sustentáveis nas construções. A mesma dificuldade existe com as normas técnicas de materiais e processos. Além disso, a construção civil tem baixa tradição em inovação tecnológica, por isso o novo mercado ecoeficiente vai exigir o desenvolvimento contínuo de uma grande variedade de novos produtos e processos, que sejam adequados às diferentes realidades do País.
Em relação à avaliação de edifícios, existem experiências internacionais de sucesso, como: o sistema americano LEED; o inglês BREAM e os franceses HQE e H&E. Estas servem de referência, mas precisamos de um sistema próprio de avaliação.
Além disso, é necessário avaliar também as diferentes fases do processo construtivo (planejamento, operação e construção) e metodologias de análise de produtos, tais como o ISO 14025. Já há uma gama de produtos sustentáveis que podem substituir os convencionais usados em coberturas, paredes, alvenaria, pisos, instalações, estrutura e acabamento. No entanto, eles não são vendidos em lojas de materiais de construção.
O Brasil carece de potencializar o conceito de construção sustentável, aliada uma legislação específica sobre para promover a eficiência, seja na área energética, na construção civil e em todos os processos produtivos. Privilegiando assim, a inovação e os processos mais limpos capazes de colocar o país na vanguarda das iniciativas socioambientais.
José Valverde – Especialista em Meio Ambiente
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Joia Verde
Erguida com madeira e painéis de fibra de madeira (OSB), esta casa no pé da serra resulta de uma experiência que prega a sustentabilidade na construção e no estilo de vida.Por que é ecológica: contrução 90% reaproveitável, obra limpa e sem desperdício.
Há quem diga que o entorno define o projeto. No caso da Vila Barulho d'Água, isso é o mínimo que se pode afirmar. A construção de 62 m2, a 6 km do centro histórico de Paraty, RJ, num cenário com rochas, riachos e macaquinhos, não apenas se abre para a floresta como existe em função dela. Tudo começou em 2003, quando um casal de São Paulo resolveu criar uma espécie de retiro particular, onde a atividade humana seguisse o ritmo da natureza. A dupla de arquitetos Ana Vidal e Silvio Sant'Anna, também da capital paulista, estudou por meses um jeito de erguer o refúgio com esse espírito - e R$ 35 mil hoje. "O projeto precisou driblar a distância, o acesso difícil e preservar a mata", diz Silvio. Um dos recursos foi a armação de madeira, implantada no lote de 2 mil m2 sem danificar a vegetação. Montada por um carpinteiro e um ajudante, com pisos e paredes de OSB , a casa ficou pronta em dois meses. Pouco mudou nos arredores, conforme desejado. Só para melhor. "Providenciamos a ampliação da rede elétrica e a numeração da rua. Animados, os vizinhos restauraram suas casinhas caiçaras, antes combalidas", conta Ana. "Formamos uma comunidade."
Há quem diga que o entorno define o projeto. No caso da Vila Barulho d'Água, isso é o mínimo que se pode afirmar. A construção de 62 m2, a 6 km do centro histórico de Paraty, RJ, num cenário com rochas, riachos e macaquinhos, não apenas se abre para a floresta como existe em função dela. Tudo começou em 2003, quando um casal de São Paulo resolveu criar uma espécie de retiro particular, onde a atividade humana seguisse o ritmo da natureza. A dupla de arquitetos Ana Vidal e Silvio Sant'Anna, também da capital paulista, estudou por meses um jeito de erguer o refúgio com esse espírito - e R$ 35 mil hoje. "O projeto precisou driblar a distância, o acesso difícil e preservar a mata", diz Silvio. Um dos recursos foi a armação de madeira, implantada no lote de 2 mil m2 sem danificar a vegetação. Montada por um carpinteiro e um ajudante, com pisos e paredes de OSB , a casa ficou pronta em dois meses. Pouco mudou nos arredores, conforme desejado. Só para melhor. "Providenciamos a ampliação da rede elétrica e a numeração da rua. Animados, os vizinhos restauraram suas casinhas caiçaras, antes combalidas", conta Ana. "Formamos uma comunidade."
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Coletor de Àgua de Chuva
Em visita a Feira ECO Show em Americana, foi exposto uma solução simples de captação de águas de chuvas para habitações, sem instalação de cisterna ou bombas de recalque.
O Sistema é instalado junto a calha da unidade habitacional, possui apenas um filtro para barrar folhas e pequenos animais, que por ventura, caiam no reservatório, e depois sua utilização se faz com torneiras. A Água recolhida poderá ser utilizada para regua de plantas e lavagem de carros ou quintais.
O Sistema é instalado junto a calha da unidade habitacional, possui apenas um filtro para barrar folhas e pequenos animais, que por ventura, caiam no reservatório, e depois sua utilização se faz com torneiras. A Água recolhida poderá ser utilizada para regua de plantas e lavagem de carros ou quintais.
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Brasil tem três meses para proibir a importação de pneus usados
O Brasil tem cerca de três meses para decidir como impedirá, definitivamente, a entrada de pneus usados no país. Caso contrário, terá que autorizar a importação de pneus reformados europeus, conforme determinação do Órgão de Solução de Controvérsias da OMC - Organização Mundial do Comércio. O assunto será discutido pelo Ministério das Relações Exteriores com os diversos órgãos envolvidos nas próximas semanas. Medidas efetivas dependem, no entanto, de decisão do STF - Supremo Tribunal Federal sobre o assunto."Dependendo do desfecho que isso possa ter no Judiciário, na sua mais alta instância, talvez o assunto esteja resolvido aí", afirma o sub-secretário geral de Assuntos Econômicos e Tecnológicos do Ministério das Relações Exteriores, ministro Roberto Azevedo. Não estão descartadas alterações na legislação brasileira ou mesmo a edição de uma medida provisória sobre o assunto de forma a não deixar brechas à importação de pneus usados e reformados. "Dependendo do resultado do julgamento no Supremo talvez, sim, seja necessário amarrar um ponto ou outro da nossa legislação que esteja dando margem a essas importações de carcaças. Essa é uma decisão de governo que terá que ser decidida depois de várias consultas. As opções estão todas em aberto", destaca.Embora proibida desde 1991, a importação de pneus usados vêm sendo autorizada judicialmente, por meio de liminares. Até 2004, mais de 34 milhões de carcaças e reformados entraram desta forma no país. Apenas no ano passado, 7,6 milhões carcaças entraram no país dessa forma. Em 2005 foram 10,5 milhões. Na tentativa de impedir tais importações, a Presidência da República e a Advocacia Geral da União entraram com ação no Supremo Tribunal Federal alegando que a legislação brasileira já proíbe este tipo de importação. Agora, os principais pontos da decisão da OMC serão encaminhados pelo governo federal ao Supremo."Esperamos que o Supremo entenda que tem uma certa urgência desta situação ser resolvida", diz Azevedo. "Se os prazos no Supremo forem muito indefinidos e houver uma perspectiva clara de que não haverá um desfecho no Judiciário no futuro razoável previsível, talvez o governo brasileiro tenha que tomar outro tipo de medida, outro tipo de precaução para dar cumprimento às determinações do Painel", avalia.O que fazer com pneus usados é um desafio enfrentado pelo mundo todo, uma vez que trata-se de produto não biodegradável. O Brasil descarta anualmente cerca de 40 milhões de pneus velhos que são queimados ou jogados em lixões e aterros sanitários onde, muitas vezes, viram criadouro para mosquitos transmissores de dengue e da febre amarela.A União Européia descarta 80 milhões de carcaças de pneus por ano e, desde junho do ano passado, está proibida por lei de descartar pneus usados em aterros sanitários. Estima-se que o estoque de carcaças européias seja de mais de dois bilhões. A solução tem sido exportar tais pneus, reformados ou não, para outros países. (Agência Brasil)
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